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A presidenta problema, as peças-problema de Shakespeare e a melhor série de comédia da atualidade

No debate filosófico entre o que é mais comum – a vida imitar a arte ou a arte imitar a vida – eu fico sempre com a segunda opção. Não que a arte não se baseie e nem deva se basear em fatos verídicos – acontece, acontece muito e, em muitos casos, os resultados são incríveis. Mas é que eu acho que a vida é sempre mais surreal e, por isso mesmo, mais ficcional num certo sentido. Vejamos: geral anda dizendo que o cenário político brasileiro está parecendo a série americana House of Cards. Não, migos. É a série que se inspira nas bizarrices da política mundial. E acreditem: o Brasil provavelmente nem é a inspiração mais maluca. Sempre que alguém me diz que a vida está parecendo uma comédia româ

O tempo das recompensas [ou por que tudo muda depois que terminamos os estudos]

Começa pequeno, quase instintivo: você aprende uma palavra nova e recebe em troca uma festa. Aprende a usar garfo e faca, festa. Aprende a ler e festa. Aprende a somar, subtrair, multiplicar e dividir — festa. E tudo certo, é assim que a banda toca mesmo. Aprender é uma festa e deve gerar orgulho tanto pra quem aprende quanto pra ensinou, que nesse caso da infância são os nossos pais. Depois a coisa se intensifica um pouco. Notas boas começam a ser negociadas, seja em troca de coisas palpáveis ou de atenção e reconhecimento mesmo. Estou falando de um recorte social bem específico, o meu, aquele em que as crianças não se preocupam se vai ter comida na mesa, mas com qual será o destino das pró

foto: Nicolas Soares 

Graduada em tradução e mestre em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Desenvolve conteúdo escrito para absolutamente qualquer coisa, traduz (do e para o inglês), prepara romances, sugere livros para momentos difíceis, casa pessoas e o que mais você estiver precisando. 

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