Buscar

Fle-xi-ta-ri-a-na

Sempre que alguém batiza um novo “politicamente correto” eu passo por duas reações opostas e subsequentes: (1) Caralho, chega, não é possível, mais uma minoria não! (2) Eita, péra, calma. Isso é super plausível e inclusive acho que sou. É um cabíneo de guerra sem fim entre aquela parte de mim que acha que está na hora de parar com as desculpas pra ser esquisita e aquela outra parte que acha que o mundo vai ficando um lugar mais legal e mais espaçoso cada vez que a gente chuta mais uma portinha/muro. A primeira vez que li a palavra demissexual num comentário de facebook acho que bufei e rolei os olhinhos. Agora estou aqui com quase 80% de certeza que sou. É tão mais fácil se abrir quando exis

Sobre nudes, estabilidade mental e Kylie Jenner

Faz exatamente um ano que eu recebi um diagnóstico de alopécia areata e comecei a me entupir de cortisona pra controlar a queda de cabelo, entrei na análise porque doença autoimune a gente trata com remédio e olhando pra dentro, e saí desmarcando todos os jobs e compromissos da minha agenda pra poder dar conta do que estava acontecendo. Minha analista disse que eu precisava pendurar as coisas como quem pendura uma conta – suspender pra cuidar. Agora há pouco, antes de desligar um telefonema com a minha mãe, formulei a seguinte frase: “To aqui soterrada de trabalho mas to calma, tudo tranquilo.” Depois entrei num banho pra completar o meu break vespertino. Estou uns quatro ou cinco quilos mai

Uma noite no Metropolitan (teve Disclosure, inclusive)

Sempre que uma noite começa cheia de contratempos eu tenho dificuldade de interpretar se eu deveria me retirar de cena e tentar outro dia ou perseverar, seguindo aquela lógica meio bunda de que “não há recompensa sem esforço”. Porque pensem: tava chovendo cântaros, eu não tinha guarda-chuva, sexta-feira no Rio Janeiro, um aniversário pra ir antes e o diabo do show lá no Via Parque, no recém-antigo Metropolitan. Muitos teriam desistido. Aliás, cês não acham lindo que o Metropolitan tenha voltado a ser Metropolitan? Tem uma coisa cíclica bonita nisso – estou ciclicamente velha. Tenho memórias do Metropolitan em todas as suas fases, de ATL à Citibank, passando por Claro. Lembro do primeiro show

foto: Nicolas Soares 

Graduada em tradução e mestre em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Desenvolve conteúdo escrito para absolutamente qualquer coisa, traduz (do e para o inglês), prepara romances, sugere livros para momentos difíceis, casa pessoas e o que mais você estiver precisando. 

  • Facebook - Black Circle
  • Instagram - Black Circle
  • Pinterest - Black Circle
Por assunto
Arquivo