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[#throwbacknoo] Sobre o show do Chet Faker, hype e coragem

[texto postado originalmente em março de 2015 na extinta Revista Noo] Muito antes dos ingressos pro show do Chet Faker esgotarem, muito mas muito antes de alguém perguntar na página do evento se os ingressos femininos e masculinos eram o mesmo preço (acaba, mundo?), e muito, mas muito muito antes de eu derramar umas lagriminhas durante “Talk is Cheap” na quinta passada, estávamos aqui em casa eu e algumas amigas num domingo à tarde. Perguntei quem ia ao show e me surpreendi com o fato de que algumas meninas nem conheciam, então botei pra tocar. Cinco minutos e uma das amigas manda: “mas gente, isso é música pra foder!” Aham, super é. “Só vou nesse show se tiver com um gatinho pra poder ir pr

O Rio de Janeiro é mesmo mais estranho que a ficção (ou uma resenha sobre “Cidade Invisível”)

Meu tipo favorito de ficção hoje é o documentário. Daí vocês vão dizer: mas heeeeim, Luiza? Aham, é isso mesmo. E digo isso já passando pro próximo assunto porque eu não estou aqui pra dar essa aula sobre as zonas cinzas dos gêneros cinematográficos/literários. Rapidinho então, porque eu não resisto: a história pertence a quem conta, mesmo quando ela é história mesmo, essa que ensinam na escola e nas universidades. Cês tiveram essa aula, né? Aposto que sim, porque os professores de história são sempre ótimos. Ok então, sigamos. A breve história do Rio que Terêncio Porto e Adriana Nolasco contam com o seu tragicômico Cidade Invisível poderia ser extremamente datada. Só que não o é. Em parte p

Hortifrutti, cinco e pouco

Andando por Botafogo numa quinta feira de julho, fim de tarde, eu me pego pensando em você. (Aham, vou estar usando esse clichê). But don’t flatter yourself! Eu não penso em você todas as vezes que venho a Botafogo. (Isso seria emocionalmente inviável). Só acontece quando sem querer eu pego um caminho muito doméstico, cotidiano nosso, (tipo aquela passagem por dentro do hortifruti pra chegar na general polidoro). Aí eu lembro dos dias em que saía do meu trabalhinho careta, comprava o nosso jantar, (peixe se quisesse te agradar), e ia pro muay thai. // A grande melancolia do amor que acaba é essa persistência do cotidiano compartilhado.] Fica igual tatuagem, não tem jeito

Tudo aquilo que eu queria te dizer sobre o show da Letrux no Circo Voador

É sempre a história que me passa a rasteira. Como o encadeamento das coisas acaba invariavelmente sendo perfeito, mesmo que o caminho não faça absolutamente sentido algum. Não é o caso de Letícia. A apoteose de Letrux ontem, sexta-feira 13 de julho de 2018 no Circo Voador, faz absolutamente todo o sentido. No macro e no micro; no contexto cultural-musical-social carioca e na trajetória pessoal desta que vos escreve já perigando desandar a chorar tudo outra vez. Mas vamos segurar o drop um pouquinho, como fez Letícia antes do refrão de algum hit que já não me lembro mais qual foi. Ah, a minha memória... Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça quando as luzes apagaram, a banda entrou

foto: Nicolas Soares 

Graduada em tradução e mestre em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Desenvolve conteúdo escrito para absolutamente qualquer coisa, traduz (do e para o inglês), prepara romances, sugere livros para momentos difíceis, casa pessoas e o que mais você estiver precisando. 

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